Lília Martins Guimarães (1894-1979) Filha do Coronel Antônio Martins de Oliveira (veterano da Guerra do Paraguai) e de Ovídia Martins de Oliveira, nasceu em Uruguaiana, RS, em 24 de junho de 1894. Casou com Arnaldo Euclides Guimarães (uruguaianense,que se destacou nos trabalhos contábeis e comerciais), de cujo matrimônio teve dois filhos: Euclides e Rondon, ambos já falecidos, os quais deixaram filhos e filhas. Lília Guimarães, fez seus estudos elementares no Colégio União, na época da transição da escola que, sendo de propriedade de Aleixo Vurlod, passou para a Igreja Metodista, em razão de doação feita pelo então proprietário, em 1908.
Em 1910, começou a lecionar no Colégio União, como auxiliar da professora Matilde Lagisquet, na primeira série do curso primário, sendo que aos quinze dias do mês de março de 1911, foi assinado seu primeiro contrato como docente daquela instituição educacional. Anos depois de haver ingressado no magistério, Lília Guimarães fez o curso de aperfeiçoamento no Instituto Mackenzie, em São Paulo, nas disciplinas de Geografia, História e Psicologia. Jamais interrompeu sua atividade educacional. Lecionou sempre no União, as matérias acima referidas. Além do exercício do magistério, exerceu o cargo de Diretora do internato feminino, sediado em sua própria casa, nos anos de 1930 a 1940 e, por vários anos, exerceu a direção da escola primária. A título precário, respondeu pela Direção Geral do Colégio União.
Além de sua dedicação incondicional ao ensino secular, serviu, com entusiasmo e amor, a sua Igreja Metodista. Por muitos anos foi professora da Escola Dominical, da qual foi também superintendente. Dedicava-se incansavelmente à visitação, podendo ser considerada insuperável nesse mister. Aposentou-se no tempo próprio, continuando, no entanto a lecionar e somente encerrando sua carreira de educadora unionita no dia 28 de fevereiro 1973, com 78 anos de idade e 62 de serviço à educação. Sua atividade era incessante. No exercício de sua consagração e fidelidade ao Senhor, continuou no ministério itinerante, visitando enfermos, pessoas carentes e realizando um notável trabalho de natureza assistencial, sempre inspirada nos ensinos do Senhor Jesus, segundo Mateus, capítulo 28, verso 19-20 “Ide, portanto... ensinando a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado...”.
Recebeu, ainda em vida, homenagem da Câmara Municipal de Vereadores e, após seu passamento, o município homenageou-a com o seu nome em uma travessa da cidade, e a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul denominou Lília Guimarães uma de suas escolas. A Profª Lília Guimarães faleceu em Porto Alegre em 12 de março de 1979. Fonte: CONTANDO NOSSA HISTÓRIA - Revista Semestral - Grupo de Pesquisa da História do Metodismo no RS - Instituto Teológico João Wesley
Quando completou 60 anos de magistério, foi homenageada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, Maçonaria e Câmara Municipal, onde recebeu a Medalha de Ouro, pelos relevantes serviços prestados à comunidade. De um texto publicado na revista do então Colégio União, ela foi homenageada pelo Dr. Ventura La Hire Gutierres, Prefeito da cidade, quando aquele colégio comemorava seus setenta anos de existência, em 8 de junho de 1940 e Lilia Guimarães, como a mais antiga das professoras, comemorava seus 30 anos de magistério.
O Prefeito assim se manifestou, dentre a tantos cumprimentos:
“... E não é sem razão que o Colégio União, jubiloso pelos seus setenta anos de existência, comemora, tão significativamente a passagem do trigésimo aniversário de magistério da abnegada professora Lilia Guimarães. A professora homenageada começou a lecionar no Colégio União em 1910, ainda quando estudante, como auxiliar de uma professora no curso primário, e daí para cá voltou toda sua existência para o magistério, galgando todos os postos dessa espinhosa tarefa com a galhardia de quem sabe desincumbir-se da profissão e das próprias tendências vocacionais. Ela é um desses espíritos privilegiados que trazem no seu determinismo psicológico a vocação para o magistério. Acompanhou o União em toda sua intensa evolução, e houve momentos, tão críticos para o colégio, quando a freqüência não ultrapassava setenta alunos, que somente uma resignação profunda podia aconselhar o prosseguimento da sua atividade, em que Dona Lilia trabalhou incessantemente sem receber qualquer provento. É difícil, dificílimo mesmo, traduzir numa síntese biográfica, o pensar e sentir de todos aqueles que tiveram a ventura de privar, num colóquio de amigos, da sua companhia, tão poliédrica é a formação do seu espírito. Penso traduzir o pensamento genérico de todos os ex-alunos e alunos do colégio, pondo em evidência o fácies moral mais belo da professora homenageada: que à sua amizade, franca, sincera, simples como os lírios do campo, cuja espontaneidade e perfume contagia o mais indiferente dos mortais”.
Lília Martins Guimarães (1894-1979)
ResponderExcluirFilha do Coronel Antônio Martins de Oliveira (veterano da Guerra do Paraguai) e de Ovídia Martins de Oliveira, nasceu em Uruguaiana, RS, em 24 de junho de 1894. Casou com Arnaldo Euclides Guimarães (uruguaianense,que se destacou nos trabalhos contábeis e comerciais), de cujo matrimônio teve dois filhos: Euclides e Rondon, ambos já falecidos, os quais deixaram filhos e filhas.
Lília Guimarães, fez seus estudos elementares no Colégio União, na época da transição da escola que, sendo de propriedade de Aleixo Vurlod, passou para a Igreja Metodista, em razão de doação feita pelo então proprietário, em 1908.
Em 1910, começou a lecionar no Colégio União, como auxiliar da professora Matilde Lagisquet, na primeira série do curso primário, sendo que aos quinze dias do mês de março de 1911, foi assinado seu primeiro contrato como docente daquela instituição educacional.
ResponderExcluirAnos depois de haver ingressado no magistério, Lília Guimarães fez o curso de aperfeiçoamento no Instituto Mackenzie, em São Paulo, nas disciplinas de Geografia, História e Psicologia.
Jamais interrompeu sua atividade educacional. Lecionou sempre no União, as matérias acima referidas.
Além do exercício do magistério, exerceu o cargo de Diretora do internato feminino, sediado em sua própria casa, nos anos de 1930 a 1940 e, por vários anos, exerceu a direção da escola primária. A título precário, respondeu pela Direção Geral do Colégio União.
Além de sua dedicação incondicional ao ensino secular, serviu, com entusiasmo e amor, a sua Igreja Metodista. Por muitos anos foi professora da Escola Dominical, da qual foi também superintendente. Dedicava-se incansavelmente à visitação, podendo ser considerada insuperável nesse mister.
ResponderExcluirAposentou-se no tempo próprio, continuando, no entanto a lecionar e somente encerrando sua carreira de educadora unionita no dia 28 de fevereiro 1973, com 78 anos de idade e 62 de serviço à educação.
Sua atividade era incessante. No exercício de sua consagração e fidelidade ao Senhor, continuou no ministério itinerante, visitando enfermos, pessoas carentes e realizando um notável trabalho de natureza assistencial, sempre inspirada nos ensinos do Senhor Jesus, segundo Mateus, capítulo 28, verso 19-20 “Ide, portanto... ensinando a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado...”.
Recebeu, ainda em vida, homenagem da Câmara Municipal de Vereadores e, após seu passamento, o município homenageou-a com o seu nome em uma travessa da cidade, e a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul denominou Lília Guimarães uma de suas escolas.
ResponderExcluirA Profª Lília Guimarães faleceu em Porto Alegre em 12 de março de 1979.
Fonte: CONTANDO NOSSA HISTÓRIA - Revista Semestral - Grupo de Pesquisa da História do Metodismo no RS - Instituto Teológico João Wesley
Quando completou 60 anos de magistério, foi homenageada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, Maçonaria e Câmara Municipal, onde recebeu a Medalha de Ouro, pelos relevantes serviços prestados à comunidade.
De um texto publicado na revista do então Colégio União, ela foi homenageada pelo Dr. Ventura La Hire Gutierres, Prefeito da cidade, quando aquele colégio comemorava seus setenta anos de existência, em 8 de junho de 1940 e Lilia Guimarães, como a mais antiga das professoras, comemorava seus 30 anos de magistério.
O Prefeito assim se manifestou, dentre a tantos cumprimentos:
ResponderExcluir“... E não é sem razão que o Colégio União, jubiloso pelos seus setenta anos de existência, comemora, tão significativamente a passagem do trigésimo aniversário de magistério da abnegada professora Lilia Guimarães.
A professora homenageada começou a lecionar no Colégio União em 1910, ainda quando estudante, como auxiliar de uma professora no curso primário, e daí para cá voltou toda sua existência para o magistério, galgando todos os postos dessa espinhosa tarefa com a galhardia de quem sabe desincumbir-se da profissão e das próprias tendências vocacionais. Ela é um desses espíritos privilegiados que trazem no seu determinismo psicológico a vocação para o magistério. Acompanhou o União em toda sua intensa evolução, e houve momentos, tão críticos para o colégio, quando a freqüência não ultrapassava setenta alunos, que somente uma resignação profunda podia aconselhar o prosseguimento da sua atividade, em que Dona Lilia trabalhou incessantemente sem receber qualquer provento. É difícil, dificílimo mesmo, traduzir numa síntese biográfica, o pensar e sentir de todos aqueles que tiveram a ventura de privar, num colóquio de amigos, da sua companhia, tão poliédrica é a formação do seu espírito. Penso traduzir o pensamento genérico de todos os ex-alunos e alunos do colégio, pondo em evidência o fácies moral mais belo da professora homenageada: que à sua amizade, franca, sincera, simples como os lírios do campo, cuja espontaneidade e perfume contagia o mais indiferente dos mortais”.